quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A necessidade da volta

Bom, tenho ficado numa pendenga danada, falta inspiração pra escrever, sinto falta disso, sinto falta de pedalar. Faz uns 8 meses que não pedalo. Como isso mexe comigo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Na cidade existem apenas 19 quilômetros da faixa exclusiva para os ciclistas; elas estão localizadas na orla de Boa Viagem, nos bairros de San Martim, do Cordeiro e no centro do Recife.
Devido ao baixo custo de manutenção, a bicicleta está cada vez mais popular entre trabalhadores da Região Metropolitana do Recife. Para pedreiros, serralheiros, diaristas e pessoas que estão em busca de emprego, a falta de ciclovias é o único empecilho na hora de enfrentar o trânsito em cima de duas rodas.
O Código Nacional de Trânsito deixa claro que os ciclistas têm o direito de circular nas ruas obedecendo o sentido do tráfego e do lado direito da pista. Mas quem anda de bicicleta reclama da convivência, nada pacífica, com os motoristas. "Se não tiver cuidado os carros batem na gente", criticou um ciclista.
No bairro do Cordeiro montes de terra e areia ocupam a calçada e a ciclovia do bairro, forçando os ciclistas a dividirem a rua com os carros. "Isso aqui foi feito para a gente andar", reclamou outro ciclista que passava pelo local.


Pesquisa


Apesar dos obstáculos, as dificuldades não desanimam as pessoas que preferem pedalar a andar de ônibus. Uma pesquisa realizada na periferia do Recife pela CTTU revelou que 41% dos entrevistados usam a bicicleta pra ir ao trabalho; 29% para fazer compras; 18% para o lazer; e 12% para fazer entregas.
Pesquisas feitas por universidades já mediram o tamanho da economia que se faz quando o cidadão opta por este meio de transporte que não consome combustível e não paga imposto, diferentemente dos automóveis. Os estudos apontam que em cada quilômetro rodado com um carro popular o dono gasta, pelo menos, R$ 0,80, calculando o que é pago em impostos, combustíveis e desgaste das peças.
Essa economia é percebida por quem pedala todos os dias para procurar um emprego. Esse é o caso do desempregado Ednaldo Mendes. "Economizo uns R$ 100 que serve para comprar outras coisa, como o leite da menina ou o pão", afirmou. "Era para ter mais ciclovias. Existem muitos pais de família que trabalham de bicicleta."


Ciclovias


Para incentivar o uso do transporte mais econômico e fazer o trânsito ficar mais democrático é preciso preparar a cidade e também os motoristas. De acordo com os especialistas, o caminho é a construção de mais ciclovias, o que aumentaria o respeito aos que dependem da bicicleta.
No Recife existem atualmente existem apenas 19 quilômetros de ciclovias, que estão localizadas na orla de Boa Viagem, nos bairros de San Martim e do Cordeiro. Lá as faixas são exclusivas 24 horas por dia. No centro da cidade também foi construída uma ciclovia, mas lá a faixa de ciclistas funciona apenas aos domingos e feriados, das 6h às 13h.
Para o arquiteto e urbanista da Universidade Federal de Pernambuco, César Cavalcanti, é possível construir várias ciclovias interligando os centros comerciais dos principais bairros ao centro do Recife.
"Seria inteiramente viável para uma cidade como o Recife, que tem recursos escassos, partir para um plano de implantação de um sistema cicloviário adequado. Em nenhuma cidade do mundo se percebe a possibilidade de tornar essa cidade saudável, agradável e dinâmica economicamente, com base, de formas irrestrita, no uso exclusivo do carro individual como nós estamos fazendo", afirmou César Cavalcanti.

Retirado de:


http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/transporte/2009/03/25/NWS,487851,4,239,NOTICIAS,766-CICLISTAS-ARRISCAM-TRANSITO-RECIFE-FALTA-CICLOVIAS.aspx

A volta....


Enfim, agora é pra valer. Depois de 10 meses sem postar nada, o blog volta as atividades. Com o mesmo propósito de antes, continuaremos a explorar os benefícios da utilização da bike, leis de transito, conscientizar o uso da bike, etc.
Um grande abraço.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Mundial sem carro

O Dia Mundial Sem Carro é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis - entre os quais se destaca a bicicleta.

A bicicleta é um excelente meio de transporte, sobretudo para pequenas distâncias. Leva seu condutor de porta a porta, permite a prática de uma atividade física simultânea ao deslocamento, tem custo baixíssimo e é minimamente afetada por engarrafamentos. Mesmo numa cidade como Recife, a atual tecnologia de marchas permite a circulação por ruas inclinadas com relativa facilidade. Muitas pessoas têm percebido isso, e o número de ciclistas na cidade tem aumentado visivelmente.
Porém, a nossa infra-estrutura para o uso da bicicleta como meio de transporte é precária. Há pouquíssimos bicicletários e paraciclos, poucas empresas dispõem de vestiários para incentivar seus funcionários a ir de bicicleta para o trabalho, as ciclovias são quase inexistentes e as que existem são pouco estratégicas, o trânsito é hostil aos ciclistas.
Os malefícios causados pelo uso de automóveis são inúmeros e evidentes: poluição atmosférica, efeito estufa, poluição sonora, congestionamentos, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade, perda de tempo, consumo de combustíveis fósseis, acidentes, comprometimento de grande parte da renda das pessoas.
Além disso, as viagens de carro degradam a relação dos indivíduos com o espaço público, transformando a rua em um indesejável obstáculo a ser superado no deslocamento de um ponto a outro. Elas também significam um uso desproporcional das ruas, já que a imensa maioria dos carros leva apenas uma pessoa - o que é ainda mais grave em áreas densamente povoadas.
Por fim, o automóvel é um meio de transporte não universalizável, já que seria impensável a existência de um carro por habitante no mundo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Finalmente resolvi sair o marasmo, da preguiça, da monotonia, o que não combina muito comigo.

Pois bem, ultimamente estive pensando sobre o que escrever, milhões de coisas, vários rabiscos, muitas ideias e resolvi falar sobre algo bem comum para quem anda de bike: O tombo.


Quem não quer cair não pode andar de bike. Minha média é uma queda por ano, até agora variando entre as muito bobas inofensivas e as simples com poucos arranhões, nada graves. Porém, já vi vários casos de quedas graves, com fraturas e conseqüências mais longas.


O melhor remédio: prevenção. Certo mesmo é andar dentro dos limites de segurança, luvas e capacete é o mínimo que oferece segurança. Vários capacetes se quebraram no lugar de cabeças e luvas se rasgaram no lugar das palmas das mãos. Sem cabeça e sem mãos firmes, você não consegue voltar pra casa, nem com a bike funcionando.


Portanto, não saia se arriscando por aí, mesmo com os itens de segurança. Não queira ser o Schumacher da bike, você pode terminar reto em uma curva. Não exagere mostrando "potência" nas ladeira. Ja fiz isso algumas vezes, escapando de alguns tombos.


Fica aí o recado, bike não tem motor, mas segurança sempre é bom.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Logo logo volto a escrever.


abraço a todos

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Aventura sobre rodas (matéria do Pernambuco.com)


Não se admire se algum dia você estiver na estrada, viajando para alguma cidade do Interior do Estado, e algumas pessoas passarem ao seu lado pedalando em uma bicicleta, no meio da mata que fica nos limites da pista. Ou se em algum momento você olhar para cima de um morro e encontrar as sombras de vários ciclistas tentando chegar ao ponto mais alto. Essas pessoas são advogados, médicos, engenheiros, oficiais de justiça, psicólogos, professores, empresários e vários outros profissionais, de todas as idades, que adotaram a trilha como esporte e estilo de vida. Todos se tornam iguais em cima da bicicleta. Para eles não importa o cansaço, a distância, se está chovendo ou fazendo sol, se o percurso é fácil e rápido ou longo e perigoso. Para os amantes do pedal, o que interessa mesmo é se divertir, curtir a natureza e conhecer lugares que nunca pensaram em estar durante toda a vida.


A trilha de bicicleta é um dos esportes que mais ganha adeptos em Pernambuco.Atualmente existem vários grupos que saem todos os finais de semana para explorar novas trilhas ou refazer um caminho já conhecido, mas que reserva surpresas a cada nova pedalada.


“Sempre que vamos pedalar na mesma rota conhecemos algo novo que não tínhamos visto no caminho. Uma trilha nunca será a mesma, pois em todas as oportunidades de refazer um percurso a natureza nos proporciona algo surpreendente”, afirmou a coordenadora do grupo Pedal Clube, a psicóloga Rosaly Almeida, de 44 anos de idade e 4 anos de pedalada.


Alguns locais são bastante conhecidos e explorados pelos ciclistas trilheiros. Cidades como Gravatá, Aldeia, Pombos, Igarassú (Manjope), Porto de Galinhas, Tamandaré, Bonança, Jucazinho e a Mata de Brennand sempre recebem os atletas nos finais de semana. Porém o principal desafio sempre é conhecer um local ‘virgem’ para vencer novos desafios.


“Ando todos os sábados, há quatro anos e meio, e já conheci muitos lugares. Porém quero fazer a trilha que vai de São Caetano a Caruaru e o percurso de Bonito. Sei que são excelentes locais para pedalar e espero um dia ter oportunidade. Todo mundo que faz trilha gosta de conhecer locais novos para ter um contato maior com a realidade das pessoas que moram no meio da natureza e até mesmo testar nossos limites”, comentou a oficial de justiça Patrícia Brasil, de 28 anos, que participa do grupo Cansadus.


Mas o contato com a natureza e a prática esportiva são apenas alguns dos ingredientes que levam as pessoas a participarem das trilhas em bicicleta. Vários ciclistas entram nos grupos de trilheiros em busca de um convívio social, de uma namorada ou namorado, de um momento de fuga dos problemas diários ou até mesmo para perder peso.


“Acho que o mais difícil disso tudo é conseguir namorada. Até porque tem pouca mulher na trilha, pois as mulheres parecem ter medo dos desafios, que são muitos. Mas o convívio social é muito grande. Na trilha, todos precisam se ajudar. Se uma bicicleta quebra, um ajuda o outro a consertar. Todos comemos e bebemos juntos ao final do percurso e isso termina criando um vínculo que vai além do pedal. Saímos juntos, conhecemos as famílias um do outro. Isso é uma das coisas mais legais da trilha”, disse Rosaly.


A partir de um objetivo inicial os ciclistas terminam conquistando todos os outros ao mesmo tempo, o que torna o esporte apaixonante e difícil de ser abandonado. “Costumo dizer que quem pedala a primeira vez ou ama e nunca mais deixa, ou odeia e termina vendendo a bicicleta”, disse Rosaly.